CCM dá início a curso para missionários recém-chegados do exterior
Teve início no último dia 26 de fevereiro, e segue até 25 de maio, a edição 107
do Centro de Formação Intercultural (Cenfi 107) organizado pelo Centro Cultural
Missionário (CCM), em Brasília (DF). O curso é dirigido a missionários
recém-chegados do exterior, enviados por congregações, dioceses, entidades ou
organizações que acompanharam sua primeira formação.
Desta vez, o Cenfi
conta com a participação de 27 missionários, sendo que a maioria veio do
continente asiático, 14; da África, seis; da América, quatro, e da Europa com
três. Esses missionários aprenderem ao longo dos três meses de curso quatro
propostas integradas. São elas: ensino sistemático da língua portuguesa; estágio
nas casas de família; introdução à sociedade e a Igreja no Brasil; uma vida em
comum que proporciona um valoroso intercâmbio entre os participantes, vindos de
diferentes países, culturas e igrejas, e uma adaptação à vida no Brasil através
de relações fraternas.
Durante o curso os missionários se inserem na
cultura brasileira através das disciplinas destacadas acima. O secretário
executivo do CCM, padre Estêvão Raschietti, explica detalhadamente como isso
acontece na prática. “O curso do Cenfi é um tempo muito especial: para aprender
a língua portuguesa e para conhecer os costumes e as aspirações do povo
brasileiro; tempo para nos despojar de nossa cultura sem arrancá-la; tempo para
revisar nossos critérios pastorais para melhor nos colocar diante dos novos
apelos; tempo de uma verdadeira encarnação, embora carregando os valores da
nossa própria cultura como bagagem que nos acompanha sempre”, comenta
Raschietti.
Uma característica importante do Cenfi é a sua metodologia de
ensino e trabalho com os alunos. Isso pode ser observado nas avaliações conforme
explica o padre Estêvão. “A avaliação é realizada durante todo o curso, isto é,
o aluno estará sendo sempre avaliado por meio de atividades sugeridas pelo
professor. Estas atividades consistem em dinâmicas em grupo, avaliações
individuais (exercícios) e projetos elaborados pelos alunos”, sublinha.
A
eficácia da formação é testada também nos estágios que os missionários fazem em
casas de família. “O objetivo é proporcionar o amadurecimento humano, também
para o amadurecimento do compromisso missionário. O acolhimento faz parte
integrante da vida do nosso povo. Ouvir o povo, nos relacionar com simplicidade,
discernir o tipo de relacionamento entre as pessoas, é uma experiência
significativa na pedagogia da encarnação”, completa o secretário.
FONTE: CNBB
FONTE: CNBB
Comentários
Postar um comentário