Não sei se foi de manhã ou foi à noite, que na pequena casa de Nazaré, um anjo apareceu para uma Virgem, a mais bonita e pura jovem de Nazaré, para dizer-lhe que Deus a escolhera para ser a mãe do Salvador. Ela assustou-se por não ser ainda casada e por isto não podia ser – pensava ela – a mãe do nascituro Salvador. Seu nome era Maria, seu noivo José. Naquele dia o Verbo eterno, por quem tudo fôra criado, escondeu-se na clausura virginal daquela jovem, vestiu-se da carne humana e veio salvar a humanidade. Porque Ela nos deu o Salvador, tornou-se “a Mãe do meu Senhor” (Lc 1, 43) como a chamou Isabel. Deste dia em diante, os que cremos no Evangelho a proclamamos “Mãe de Deus”, a mais alta diginidade a que pode ser exaltada a criatura humana. Se as mães merecem ter um dia no ano para serem carinhosamente homenageadas – e foi no domingo passado deste mês – a Mãe de Deus, que nos foi dada também por mãe na tarde dolorosa do Calvário, bem merece ser lembrada e homenagead...